A bioquímica e a compulsão por doces

Arrisco dizer que, em 90% das minhas coachees, o estresse é a maior causa da compulsão por doces no final do dia. E, pasmem: ele interfere na glicemia – sua taxa de glicose no sangue, e na produção de hormônios.

O cortisol é o terrível hormônio do estresse. Sua produção aumenta toda vez que temos que lidar com questões difíceis. O estresse surge quando olhamos para uma situação e acreditamos que será difícil superá-la. O cortisol te ajuda com isso.
Acontece que, quando ele fica constantemente elevado, traz inúmeros efeitos ruins.

O cortisol tem ação direta sobre a concentração de glicose no sangue. Quanto mais cortisol houver, mais elevada a glicemia.
A história é a seguinte: o cortisol é mais elevado pela manhã. O estresse o dia-a-dia o aumenta ainda mais. O resultado é um aumento absurdo de glicemia no sangue. O cérebro fica “imerso” em grande quantidade de glicose.

No final do dia, quando o cortisol naturalmente se reduz (e o estresse também, pois é a hora em que, geralmente, se encerram os expedientes), os níveis de glicose diminuem. E é aí que mora o perigo! Seu cérebro tem a impressão que ficou sem glicose.

Na tentativa de obter mais glicose para manter os níveis elevados, o cérebro, então provoca mais vontade de comer doce.

Não é à toa que muitas pessoas sentem redução ou total ausência de compulsão quando estão de férias ou em situações que dão prazer. Passe a prestar atenção se isso acontece com você.

Assim, menos estresse = menos oscilação de açúcar no sangue e menos vontade de comer doce no final do dia.

Um abraço,
Coach Natália Torres.

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