A CRISE E O PAPEL DOS PAIS

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Ela caiu no vocabulário popular e é usada sempre que queremos expressar um momento negativo. O time não ganha uma partida desde o início do campeonato? Tá em crise! O cabelo não fica do jeito que você gostaria? Crise! Dólar, inflação e desemprego em alta? É a crise… E quando políticos e empresários de alto escalão estão sendo condenados por esquemas de corrupção? Sem sombra de dúvidas, é a temida da crise, somada à apreensão pela ausência de resultados rápidos e por uma vida sem tantos sustos. Mas não fique ansioso, já falamos sobre os ciclos que geram a ansiedade aqui.

No Brasil então, melhor nem começar a lista. É crise pra todos os lados! Com isso, parei para pensar: como, de fato, o momento atual influencia na aptidão para os concursos públicos ou aprovação em grandes universidades? Como eu, na condição de coach, posso ajudar?

Como os sábios chineses já previam, a oportunidade vem junto com o perigo. Em momentos como este, com a ordem sendo contestada e os ânimos exaltados, todos buscam por estabilidade. Você, pai cauteloso, deseja ver o seu filho em um bom cargo público, com um salário assegurado, ou titular de uma vaga em uma boa faculdade. Mas, será que você tem ajudado seu filho a cultivar o apreço pelos estudos?

É sabido que os pais brasileiros estão longe de figurar entre os mais participativos na rotina escolar. A educação no Brasil ainda não é vista como artigo prioritário – inclusive nas classes mais altas. Ela, muitas vezes, vem atrás de estabilidade no emprego, equilíbrio entre trabalho, lazer, pagamento de dívidas, etc. Para a grande maioria, infelizmente, a escola deve se encarregar, sozinha, do processo educativo. Sabemos, no entanto, que pensar assim está profundamente errado.

Acredite: um dos maiores obstáculos de um estudante acaba sendo a relação, por vezes angustiante, com a sua família. Os efeitos são desastrosos. A cobrança por resultados, em suas diferentes intensidades, desestimula e provoca ansiedade. Possuo 17 anos de experiência no acompanhamento de alunos para provas e concursos e a pressão, quando exacerbada, nunca funcionou com ninguém. Não se dá o apoio, não se concede compreensão e cobra-se resultados. Essa conta não confere.

Portanto, seja um reforçador emocional de seus filhos. Estimule-o, para que suas três partes – crítico, sonhador e realizador – estejam sempre alinhadas. Faça-o entender que é preciso se dedicar para conquistar o que se quer. Se o concurso público ou a vaga na Universidade for mesmo sua vocação, ensine-o a pagar o preço para tanto. Já que é pra ralar, suar a camisa, dar o sangue, que pelo menos se faça aquilo que lhe dê mais prazer do que estresse. Algo que dê orgulho de si mesmo no final do dia, e não que se faça chorar por se sentir subestimado em troca de um salário baixo.

Não é uma tarefa fácil. E é importante que não confunda ser apoiador com permissividade. Como uma casa que precisa de uma reforma estrutural, relações humanas vão se ajustando, aos trancos e barrancos, mas sempre para melhor. Seja parceiro, abrace a causa. No final, quando a aprovação vier, você precisa estar pronto para aplaudir quem você mais ama.

Se você tem problemas com seu filho e gostaria de um auxílio para resolver esses conflitos  e auxiliá-lo, conheça nosso Personal Coaching para pais!

“Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.” – Clarice Lispector.

Que saibamos tirar proveito e vantagem das dificuldades. Um brinde à crise!
Coach Felipe Lima.

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