Usando máscaras*

Na luta contra o ódio próprio, obviamente não gostamos do que vemos. É desconfortável, se não intolerável, confrontar nosso verdadeiro eu, e assim, como escravos fugitivos, ou fugimos da nossa realidade, ou forjamos um falso eu que é na maior parte admirável, suavemente cativante e superficialmente feliz. Os mecanismos de defesa tornam-se aliados úteis aqui. Esses estratagemas inconscientes deformam nossa percepção da realidade e nos protegem do temor, da perda e da dor emocional. Por meio da tela de fumaça da justificação, projeção, deslocamento, isolamento, intelectualização e generalização, permanecemos no carrossel da negação e da falta de sinceridade. Aqueles de nós que entraram nesse jogo usam mil máscaras para disfarçar o rosto do medo.

“No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.” – 1João 4.18

*por Brennan Manning.

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